Perigo: A privacidade no Facebook anda solta

Em carta enviada recentemente à Mark Zuckerberg, criador e presidente do Facebook, a Electronic Frontier Foundation (EFF), a ACLU da Califórnia do Norte e uma coalizão de entidades defensoras do direito à privacidade elencaram os pontos críticos do Facebook. Fique atento a eles:
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1-Autorização de aplicativos
Atualmente o Facebook só oferece duas opções: o usuário pode permitir que todos ou que nenhum aplicativo acesse seus dados. O grupo entende que essa falta de alternativas pode gerar problemas, já que o usuário que desejar muito utilizar um aplicativo teria de autorizar todos os demais. Assim, o documento sugere à Zeckerberg que a rede social crie uma opção para seleção de aplicativos seguros.

2- Personalização Instantânea
Para o grupo, a funcionalidade que o Facebook apelidou de “Personalização Instantânea” deveria estar desligada por padrão e ligada apenas pelo e com o consentimento do usuário. A “Personalização Instantânea” permite que empresas parceiras tenham acesso às informações públicas do perfil, assim que um usuário logado acesse seu site, possibilitando a oferta de informações ou produtos adequados àquele internauta. O grupo defende também que o usuário poderia selecionar os sites em que a função “personalização instantânea” estaria ativa.

2-Informações de sites acessados pelos usuários
A partir do lançamento e adoção pelos usuários de “plugins sociais” o Facebook passou a ter acesso a todas as informações de visitas de usuários logados a determinados sites, mesmo que o membro não interaja com o plug-in, ou clique no botão “like”. Para o grupo, o Facebook deveria armazenar apenas as informações daqueles que acessem os sites por meio da ferramenta. Caso o Facebook tenha a intenção de armazenar demais dados, é preciso que sejam anônimos. A coalizão sugere que a função logout apareça com mais destaque.

3-Pública para quem?
A adoção do conceito “informação pública” é problemática, na visão do grupo liderado pela EFF. Isso porque, ao deixar de especificar para quem exatamente ela está disponível – antes o conceito era informação pública para os demais usuários – a rede social criou uma lacuna. Assim, a coalizão pede que o Facebook informe quem pode acessar as informações consideradas públicas.

4-Encriptação
Por padrão, as informações trocadas pelo Facebook não utilizam criptografia, o que potencialmente permite a interceptação da informação. O grupo sugere a adoção do padrão HTTPS, utilizado por sites de vendas online e bancos para estabelecer uma conexão segura.

5-Portabilidade de dados
Não é possível exportar os dados do Facebook. Essa é uma das falhas apontadas pelo grupo, que defende a portabilidade dos dados do Facebook pelo usuário, de forma que ele possa fazer a migração para outros serviços, caso esteja em desacordo com a política de privacidade da rede. Isso demonstraria o compromisso do Facebook com o controle por parte do usuário, já que outras empresas do mesmo ramo já o fizeram.

As entidades que assinam a carta aberta ao CEO do Facebook são: ACLU of Northern Califórnia, Center for Democracy and Technology, Center for Digital Democracy, Consumer Action, Consumer Watchdog, Electronic Frontier Foundation, Electronic Privacy Information Center, PrivacyActivism, Privacy Lives, Privacy Rights Clearinghouse.

fonte:terra

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